Estatueta do touro Ápis

Proveniência: Desconhecida
Período: Período Tardio – 552-302 a.C.
O original encontra-se no Museu Britânico – Londres – Grã-Bretanha.

Diversos animais faziam parte da vida religiosa no Antigo Egito. Ápis, o boi sagrado, é um dos mais conhecidos. Para os egípcios, esse animal era ligado à manifestação do deus Ptah na Terra e, quando morria, era embalsamado para que pudesse reviver na eternidade. Sua principal cidade de culto era a Mênfis. Esta estatueta de bronze era utilizada para oferendas, servindo como uma expressão de devoção do povo egípcio ao deus, onde esperavam que este os protegesse e lhes garantisse prosperidade.

A estatueta, considerada mágica, possui um disco solar e a serpente uraeus, deusa do Baixo Egito, para simbolizar a divinização do animal. Em seu corpo, observamos os relevos de um escaravelho alado e um abutre alado que representam, respectivamente, o Sol nascente e a deusa do Alto Egito, Nekhbet. Esculturas como esta eram depositadas no túmulo dedicado ao boi Ápis, no Serappeum. As inscrições hieroglíficas na base falam de um homem chamado Padiese, filho de Horenpe, com uma oração ao deus Ápis, que demonstram o uso votivo da estátua.

O artefato original foi adquirido pelo Museu Britânico no ano de 1902 através de um negociante egípcio chamado Naaman.

O Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon é uma iniciativa da Ordem Rosacruz – AMORC e tem como objetivo divulgar e preservar a história do Egito Antigo.

 

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