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Paleta de Narmer

Proveniência: Hieracômpolis – Egito
Período: Dinástico Arcaico – I Dinastia – 2920-2770 a.C.
A original encontra-se no Museu Nacional Egípcio – Cairo – Egito.

Este artefato pode representar a transição do período pré-dinástico para o dinástico egípcio. Na parte superior dos dois lados desta placa, o nome do faraó aparece protegido pelas cabeças da deusa Bat dentro de um Serekh, uma representação de fachada de palácio.

Em um dos lados o rei Narmer é representado com a coroa do Alto Egito massacrando seu inimigo (Wash). No lado esquerdo está o carregador de sandálias, seu nome é Unren. O falcão, no lado oposto significa a captura de seis mil prisioneiros. No registro inferior, os inimigos caídos simbolizam duas cidades conquistadas.

No outro lado, o rei marcha triunfante, atrás está o carregador de sandálias, Unren e à frente do rei está Tjety, o vizir, precedido de quatro homens com estandartes que representam os quatro pontos cardeais. À frente do grupo estão os corpos de dez prisioneiros decapitados, com as respectivas cabeças entre as pernas. No registro principal, duas personagens seguram duas figuras felinas com a ajuda de cordas, cujos pescoços formam uma depressão que era utilizada para a misturar galena moída para a produção de maquiagem para o rei. Na parte mais inferior, o faraó aparece como um touro, pisoteando um inimigo e destruindo uma cidade fortificada.

Os hieróglifos apresentados são do tipo arcaico, ou seja, da época que serviam apenas para demonstrar nomes de pessoas, divindades, locais e eventos. O títulos ao lado das imagens não aparecem na Paleta de Narmer, entretanto, o de “touro poderoso” de certa forma é representado na parte inferior em um dos lados do objeto, em alto relevo. Os demais títulos surgiram ao longo da monarquia egípcia e fazem referência ao rei como um deus bondoso que é governante das duas terras, ou seja, do Alto e Baixo Egito e que mantém Maat – princípio da Ordem Cósmica – através da guerra contra seus inimigos.